domingo, 8 de julho de 2012

Entre mulheres

Certas coisas acontecem de maneira imprevisível, porém providencial.
E a sincronia não é mero acaso.
Ela surge quando nos permitimos vivenciar, nos entregando às mãos do vento e permitindo ser guiadas naturalmente.
E assim foi o círculo da lua cheia.
Especial, terno e repleto de boas vibrações.
Entre notas e tons, entre luz e mulheres, entre objetos e sensações, tecemos juntas uma espiral de energia.
Bençãos, cantos, trocas e aconchego, palavras entoadas com verdade.
E estar presente com vontade, estar simplesmente, num momento tão íntimo, sublime, acessível e forte.
Estar reunida é isso: tecer palavras, gestos, sentimentos.
Gratidão eterna.
Aha!

domingo, 30 de outubro de 2011

Ser mãe

Sou mãe, mãe de três.

Dois meninos espertos, curiosos, cheios de vida!

E de uma menina linda, igualmente esperta, curiosa e cheia de vida.

Sabem reclamar (e como sabem!), defender aquilo que acreditam (ainda que estejam sós), gritar (essa parte chega a ser cansativa, mas fazer o quê?), rir sem medo (é tão gostoso...), pular-cair-levantar num vai e vem sem fim.

Esse é o tipo de criança que não agrada a sociedade.

“Sua menina é quietinha?”, “Ela chora muito?”, “Ela é calminha?” e por aí vai...curiosidades de pessoas que desejam espantar a vida.

Viver é movimentar-se.

Se uma criança permanece quieta, o que ela aprende? Se uma criança não pergunta, (e agora sou eu quem pergunta) o que ela aprende, me diz?

Criança calma, quieta, numa apatia de dar dó. A mãe não fica cansada, mantém o filho calado, em seus braços. O menino mau respira, mas se mantém ali. Então dorme.

“Nessa casa nem parece que tem criança!”, elogia alguém que teme a vida.

Nenhum papel desenhado, nenhum brinquedo jogado, nenhuma criatividade, nenhum riso.

Apático, o garoto só dorme...

“E sua menina, parece ser tão calma...” e eu, em prontidão, só posso dizer: “ Sim, ela parece calma, mas é tão ativa quanto seus irmãos; ainda bem!”

Meninos apáticos, meninas bem comportadas... uma sociedade que deseja “jovens bonzinhos”.

“Ah, mas os meninos é que são levados, as meninas não.”

Dou pulos quando escuto algo assim. Menina tem que ser passiva, perante esse povo que não deseja mudanças.

Graças à rebeldia, a mulher tem seu espaço, graças à muitos que foram contra o sistema, vivemos em (pseudo) liberdade.

Espero mudanças ainda maiores e se, para isso eu tiver que brigar para que meus filhos sejam eles mesmos, o farei de bom grado.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Festa das luzes!!!


Diwali também conhecido como o festival das luzes é uma grande festa para os hindus e é celebrada com uma grande dose de entusiasmo por toda a Índia. Ontem foi o primeiro dia.As celebrações duram cinco dias a cada dia marcado por rituais distintos e pujas.

O primeiro dia de Diwali conhecido como Dhanteras ou Dhantrayodashi cai no dia treze do mês de Ashwin. A palavra "Dhan" implica riqueza e, portanto, este dia é de imenso significado para a classe empresarial da Índia Ocidental.


Rituais no dia da abertura

Como parte do ritual associado ao dia, casas, bem como estabelecimentos comerciais são remodelados e decorados. Intrincados motivos tradicionais de desenhos Rangoli adornam as portas para saudar a chegada de Lakshmi, a deusa da opulência e prosperidade. Para significar sua chegada há muito aguardada, pegadas em miniatura são representados com farinha de arroz e pó de vermelhão em todas as partes da casa. As lâmpadas são acesas e são feitos para queimar toda a noite. As mulheres consideram o dia próspero, ideal para se comprar um pouco de ouro ou prata. Se a pessoa não tem condições de comprar enfeites caros, optam por adquirir algum objeto novo.


Puja
Deusa Lakshmi é adorada à noite e diyas (lamparinas) de barro são acesas para afastar as forças do mal. "Bhajans" ou canções religiosas glorificando a deusa Laxmi são cantadas e doces tradicionais são oferecidos à deusa.


O segundo dia de Diwali é conhecido como Narak-Chaturdashi ou Diwali Choti. O dia comemora o triunfo do Senhor Krishna sobre o demônio Narakasura, também conhecido como o demônio da sujeira. Após vencer Narakasura, Lord Krishna se vê manchado em sua testa com o sangue do demônio morto. Krishna voltou para casa no início da manhã. As mulheres massagearam seu corpo com óleo perfumado e lhe deram um banho para limpar seu corpo da sujeira. Desde então, o ritual de tomar banho antes do nascer do sol tornou-se comum na Índia, particularmente em Maharastra. No sul da Índia o triunfo do divino sobre o ordinário é comemorado de uma maneira muito original. As pessoas se levantam antes do nascer do sol e fazem o sangue através da mistura de Kumkum em óleo e após quebrar um fruto amargo que é simbólico, representando a cabeça do rei demônio que foi atingida por Krishna, esfregam a mistura em suas testas. Após isso, tomam um banho de óleo com pasta de sândalo.


No terceiro dia de Diwali, que cai sobre a noite escura da lua nova as portas para todas as casas são iluminadas e enfeitadas com desenhos rangoli para saudar a deusa Lakhmi, a personificação da riqueza e opulência.


Neste dia Lakshmi Puja é realizado. Diwali é o dia de encerramento do comércio na Índia (equivalente ao nosso revellion - 31 de dezembro). Os comerciantes executam Chopda Pujan neste dia sobre os livros de contabilidade, para trazer abundância ao negócio. O dia termina com uma grande exibição de fogos de artifício.


O quarto dia de Diwali é conhecido como o dia de Ano Novo ou Bestavarsh. No dia seguinte à Lakshmi Puja, a maioria das famílias comemoram o Ano Novo vestindo roupas novas e jóias. Eles visitam os familiares e colegas de trabalho e oferecem-lhes doces, frutos secos, bem como presentes. Para as comunidades de negócio em Gujarat, Rajasthan, Madhya Pradesh e Maharashtra, Diwali marca o início de um ano de novos negócios. Cada casa de negócios e família realiza muharat pujan ou adoração de seus livros de contas.


O quinto dia do Diwali é referido como Bhai Dhooj. Neste dia os irmãos fazem uma visita às casas de sua irmã para comemorar Bhaiyaduj. Em Bhai Dooj, irmãs aplicam uma marca na testa de seus irmãos para garantir sua segurança e vida longa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Love Your Body Day‏

Dia de amar seu corpo

Diante do espelho vejo meus olhos, vejo meu corpo.

O que o torna especial?

A supervalorização do corpo nos levou ao esteriotipo de hoje: você tem que ser aquilo que é imposto pela mídia. Caso contrário, você deixa de ser atraente.

O que torna alguém atraente não é o corpo, mas o uso que se faz dele (sem precisar ser vulgar).

Corpos sarados, perfeitos e um olhar vazio não diz muito.

“Você está tão magra!”, “Você engordou?”. Os julgamentos são infinitos. Na minha opinião quem julga é porque, no fundo não se sente bem consigo mesmo.

Quer criticar, ofender, impor uma beleza fabricada e não se preocupa com o ser que reside naquele corpo.

Não sou corpo, mas ele é através dele que poderei realizar o plano material.

Cuidar do corpo não significa supervalorizá-lo, mas natural.

Tão natural quanto acordar.

Os “cuidados” em excesso (ou querer ser aquilo que não se é) podem levar alguém a um caminho perigoso e, muitas vezes, sem volta.

Se olhar no espelho e gostar do que vê é o primeiro passo para aceitar o que se é.

Fazer dieta? Se necessário. Não para ser como aquela modelo, mas para ser você mesma. Paradoxal? Pode parecer, mas o que eu defendo é um corpo saudável e, consequentemente, bonito! Uma dieta, em alguns casos, a torna um meio de alcançar esse objetivo.

Quem não quer ter uma pele linda? Para isso, beba água!

E um corpo saudável? Como alimentos igualmente saudáveis!

Praticar exercício, dar risadas, dançar, cantar, pular, meditar...

São tantas as formas de amar mais e mais o seu corpo!

E eu me pego a pensar: eu amo meu corpo?

Quando me olho no espelho às vezes gosto do vejo, às vezes não.

Nem por isso vou me matar, fazer dietas malucas, me exercitar até a exaustão, fazer cirurgia.

Uma boa música, que me faça dançar muito, muda meu dia.

E quando ele começa assim, cinza, eu danço, dou risada e posso dizer, sim, eu amo meu corpo!!!

terça-feira, 21 de junho de 2011

MUDANÇA

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa.
Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias. Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.
Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros.
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde. Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua.
Corrija a postura.

Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.

Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
A nova vida. Tente. Busque novos amigos. Tente novos amores. Faça novas relações.

Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo, jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental... Tome banho em novos horários.
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.

Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.

Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.

Mude.

Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino. Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.
Só o que está morto não muda !

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

edson marques

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Encontrei esse belo poema tendo Clarisse lispector como autora.

Após alguns comentários, acessei o blog do verdadeiro escritor e pude constatar que pertence a ele.

aproveito esse espaço para divulgar o poema de forma correta e dizer que até o paulo coelho se "apropriou" do poema. Isso você pode ver aqui.

penso que se eu escrevesse algo tão lindo gostaria de ser respeitada, tendo os devidos créditos e faço o mesmo pelo edson.

para conhecer mais o seu trabalho, acesse o blog aqui.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Como andam as coisas

Não foi nada fácil e ainda não está sendo. Meus meninos empolaram, e o do meio e o mais velho estão com febre alta (coisa muito rara), e o Suraj teve uma convulsão ontem. O médico disse que não é reação da vacina, pois já foi há 13 dias.

Graças à Existência, minha bebê não tem sinais de febre.

Sinceramente eu não acredito. Ele ainda disse que a vacina leva vários dias até se "instalar" no corpo, entrando em contradição quanto a não ser reação da vacina.

Meu marido quando tomou a vacina de febre amarela, para poder sair do país, passou muito mau, 20 dias depois de tomá-la! E os médicos só sabem dizer, em coro: "_NÃO FOI A VACINA!"

Alguns disseram que pode ser emocional, pela forma como tudo foi feito, mas o médico disse que não.

Ele também disse que achou a "maior bobagem, pois muitas pessoas não vacinam seus filhos, por preguiça de ir ao posto e não são obrigadas a isso. Inclusive a Dra Camila não vacinou sua filha!"

Meus filhos estão prostrados há três dias, estou cuidando e sentindo uma indignação tão grande!

Como uma outra pessoa me disse, se eu não vacinar posso ir presa, se a vacina der uma reação o governo lava suas mãos, alegando ser qualquer outra coisa, exceto a vacina.

domingo, 12 de junho de 2011

Questão de segurança

Usei fraldas de pano no meu primeiro filho, pois ele tinha alergia a fraldas descartáveis. Somei a esse problema, a consciência ecológica!

No início não foi muito fácil, até que consegui conciliar as trocas com as lavagens de fraldas, que eram feitas no tanquinho.

O processo era jogar a primeira água fora e só depois colocar sabão líquido e enxaguar bem.

No meu segundo filho foi a mesma coisa, inclusive nem precisei comprar fraldas e calça enxuta, que, na época, era fácil de encontrar e bem barato!

Hoje, com minha bebê a coisa foi diferente.

Ganhei muitas fraldas descartáveis, deram para até o seu sétimo mês!

Antes dela nascer cheguei a comprar as fraldas de pano e algumas calças enxuta, que foram difíceis de achar e nem cheguei a usar!

Aqui, em Belo Horizonte, só encontrei em uma única loja.

Continuei a usar fraldas descartáveis, porque é lindo o discurso ecológico, mas quando se tem só um bebê para cuidar é mais tranquilo. Tendo que lavar a roupa de cinco pessoas (papai, mamãe, filhotes e bebê) e ainda fraldas de bebê, não fica tão simples assim.

O fato é que quando a minha bebê estava com uns 10 meses, vi que ela estava rasgando a fralda descartável e colocando um pedaço de plástico na boca!

Foi um sufoco, pois a cada momento tinha que ficar vigiando pra ver se ela estava fazendo isso.

Comprei calças enxuta do tamanho dela e usei as fraldas de pano que havia comprado no enxoval.

Por medida de segurança, optei pelas fraldas de pano!

As roupas dos meninos eu coloco na “máquina que faz tudo” e as fraldas de pano lavo no tanquinho, pq eu acho que na máquina estraga muito.

Ainda alterno entre fralda de pano (casa) e fralda descartável (passeio).

Meu lixo diminuiu consideravelmente e minha consciência fica mais tranquila.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Não existe liberdade

No dia 01 de junho de 2011 pude vivenciar a ditadura que existe em nosso país, chamado Brasil.

Escrevo a todos, aos que acreditam que somos livres, aos que sabem que nossas escolhas são limitadas e aos que vivenciaram atos de invasão, tendo seus direitos de liberdade amordaçados.

Para quem não conhece minha história, vou descrever rapidamente.
Tenho três filhos: Dhayaram (7anos), Suraj (5 anos) e Sundari (1 ano).

Sou adepta da educação em casa e sou veemente contra a vacinação.
Por esses dois motivos fui denunciada ao conselho tutelar, pela quarta vez.

Das outras vezes os conselheiros constataram que não cabia a denúncia por negligência, por motivos óbvios: meus filhos são bem cuidados, tem acesso a alimentação de qualidade, lazer, educação, saúde (acompanhamento médico homeopata e, quando necessário, alopata ).

Nesse meio tempo, matriculei meu filho mais velho na escola, onde continua a estudar.
Agradeço à Existência por colocar em seu caminho uma professora sensível às diversas formas de educar.

Por insistência do advogado da parte que denunciou, o conselheiro levou a diante o caso, passando a vez para a Vara da infância e juventude de Belo Horizonte/MG.
A promotora, por sua vez, passou para a Juíza, que determinou que meus filhos fossem vacinados, se baseando na Lei n° 6.259, de 30 de outubro de 1975, e a portaria n° 3318 , de 28 de outubro de 2010, artigo 4°:

"As vacinas e períodos constantes no Calendário Básico de Vacinação, o Calendário do Adolescente e o Calendário do Adulto e do Idoso são de caráter obrigatório com finalidade de assegurar a proteção da saúde pública."

Nessa data bate à minha porta dois oficiais de justiça acompanhados por dois policiais civis.
Em mãos, apresentam um mandato judicial, onde consta que devemos ser encaminhados ao posto de saúde mais próximo para que as crianças sejam vacinas, sob ameaça de ter nossos filhos levados a um abrigo. E disse isso na frente dos meus filhos, sem nenhuma preocupação com o bem estar deles!

A princípio não aceitamos ir ao posto de saúde. Propus então que se eles tivessem um relatório da médica que acompanha meus filhos, dizendo que estão bem (atestado que já havia dado à promotoria), eles nos liberariam. Concordaram, desde que as crianças nos acompanhassem.

Fomos ao posto na kombi da Vara da infância e juventude, não podíamos ir em nosso carro.

Chegando lá, procurei a gerente do posto, Angela, que já tinha o conhecimento do meu caso, pois fui ao posto por diversas vezes, atrás de atestados médicos, exames, etc, já que a "justiça" não aceitaria laudo médico particular.

O ponto positivo é que a pediatra do posto é também homeopata. Foi muito tranquila quando coloquei a opção da não-vacinação.

Angela, de imediato, disse ao oficial de justiça que ninguém seria vacinado contra a vontade, que no posto existe a orientação a dar as vacinas, mas obrigatoriedade não!

Ela foi firme e o oficial de justiça chegou a dizer que ela estava do nosso lado. Muito consciente de suas palavras, ela colocou que não estava do lado de ninguém, mas que reconhecia a liberdade de cada um.

Houve muita discursão entre um dos oficiais de justiça, que inclusive disse que TODAS as vacinas deveriam ser dadas, uma atrás da outra.

Insanidade é a palavra que descreve esse sujeito.

Ele chamou uma viatura da policial, pois o tempo estava passando e eu e meu marido dissemos que só aceitaríamos vacinar se estivesse escrito na lei, com todas as palavras.

Angela, depois de muitos telefonemas, na tentativa de impedir essa agressão (essa palavra ela usou para se referir às vacinas, que são um método agressivo ao corpo), recebeu a informação de seu superior que a vacinação é obrigatória, junto a um documento via e-mail, onde consta exatamente na lei (citada no início desse texto).

Foi decepcionante para todos!

Após longas horas entre casa e posto de saúde, fomos engolidos pelo sistema que não diz explicitamente à população sobre essa obrigação.

Sua persuasão vem através do medo que impõe, divulgando nos meios de comunicação.

Como a população reagiria se soubesse que em caso de denúncia, seria obrigado a vacinar contra a Influenza A ou a gripe, sendo que essa segunda vacina foi pouco aceita pela população?
Em Minas não chegaram nem perto da meta estipulada pelo governo!

Quando não tínhamos mais escolha, fizemos um acordo, já que não se pode tomar todas de uma só vez e ainda deve-se olhar a idade da criança, sendo que algumas vacinas, como BCG e febre amarela, independe de idade. Fizemos a tabela das vacinas a serem tomadas, optamos por dar aos nossos filhos a Hexavalente, vacina acelular que "protege" contra seis doenças de uma só vez (ao invés de dar várias vacinas). Essa consta somente em rede particular. Fizemos o gasto inesperado de mais de 500,00 reais.

A cada 15 dias teremos que prestar contas ao posto, tendo em mãos o cartão de vacinação em dia.

Ontem levei meu filho mais velho, Dhayaram, à psicóloga, para avaliar um suposto TDAH. De acordo com ela, ele não apresenta características, só é um menino muito curioso e interessado!
Ela perguntou a ele como se sentia com relação ao ocorrido.

Ele foi direto:"_Eu fui forte para proteger minha mãe, minha família. Eu não quero ir para outro lugar, quero ficar com eles."

Em momento algum ele chorou. Quando tomou as duas injeções, uma em cada braço, tinha um ar orgulhoso, sentado no colo do pai. E disse a todos que era forte e que aquilo não havia doído.

Senti orgulho do meu pequeno e sei que esse fato serviu para nos unir ainda mais!

Exponho esse acontecimento para alertar à todos que não vacinam seus filhos e a si próprios.

Você e/ou seus filho (s) será obrigado a receber a vacina caso seja denunciado.

É importante lembrar que consta no calendário a vacina contra rubéola para grávidas e existe um projeto para colocar a da gripe também!

Meu conselho é a não exposição.

Não diga a ninguém que você optou pela não vacinação, nem mesmo para as pessoas mais próximas.

Eu fui denunciada por uma pessoa muito próxima, que soube da minha opção através de uma outra, que eu julgava ser de confiança!

Portanto desconfiem sempre! A integridade de nossos filhos e a nossa própria integridade depende do resguardo.

Senti-me impotente e desprotegida e espero que ninguém mais passe por isso.

Divulguem, repassem. A liberdade depende da consciência!

O medo é guiado pela ignorância, o amor pelo conhecimento.

Paz a todos,

Ariany (Dhanna).

quinta-feira, 12 de maio de 2011

2@ Vermelha, Belo Horizonte-MG




Mulheres reunidas

No início do ano conheci o círculo de mulheres da lua nova de Belo Horizonte e após participar de dois consecutivos, passaram-se mais dois, dos quais não participei (abril e maio).

Estava recolhida em meu casulo, me curando e era necessário estar só.

Uma semana, sete dias, mais outras longas semanas de muitas transformações em tão pouco tempo, provocando nessa taurina um movimento intenso atípico.

Isso me incomodou, não fiquei nada contente, mas resolvi tudo, o que me faz ainda sorrir, como um soldado repleto de ferimentos após ter vencido a guerra.

Eu lutei contra dragões internos e externos, me fortaleci, amadureci.

Ter conhecido essas mulheres maravilhosas antes da tempestade foi como construir um pilar, seguro o suficiente para que eu tivesse a certeza, enquanto estava no olho do furacão, de que um dia ensolarado iria se despontar ao fim da tarde.

E assim foi!

A tempestade passou e o que restou foi uma delicada garoa...

Em círculo ouvi relatos, me identifiquei com cada mulher, reconhecendo em cada uma algo que eu poderia ter dito, algo que compartilho, algo que está em mim e nessas mulheres.

A teia foi sendo fiada em cada conversa, gesto e olhar.

Não se está só, embora seja necessário caminhar com as próprias pernas.

Ouvir, falar, expressar, dançar, cantar, olhar, calar...

E o que sinto é a mais pura gratidão!

Aha!

Mulheres são tecelãs
Tecem sonhos com fios de lágrimas...
Mulheres são tecelãs.
Tecem vidas em suas barrigas
Com esperanças e alegrias infantis.
Mulheres são feiticeiras.
Inventam magias e encantamentos.
E atraem e cativam com um simples olhar.
Mulheres são meninas.
Acreditam em príncipes e finais felizes.
Mulheres são guerreiras
Enfrentam a luta com galhardia.
E não esmorecem mesmo quando cansadas.
Mulheres são sabias.
Trazem em si toda a sabedoria do mundo.
o repartir entre os filhos,o pão,o carinho e o
próprio tempo.
Mulheres são especiais.
Mulheres são seres próximos dos Deuses.
Mulheres são mães.
A mais perfeita tradução do mistério da eternidade da alma.

(Rita Licks)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Triste estatística


Eu não gostava da palavra "feminismo", pois sempre encarei como contrário ao "machismo".

Direitos devem ser iguais e esse pensamento é perfeito, na teoria.

Mas se não fosse o movimento radical das mulheres que chegaram ao extremo (veja queima dos sutiãs) hoje nós, mulheres, não seríamos vistas.

É necessário provocar uma reação extrema para ser vista e então, com mais calma, expandir o pensamento igualitário.

Poderia ter sido de outra forma? Acredito que não.

E depois de anos o que aconteceu?

Infelizmente mulheres ainda sofrem por opressão e agressão, física e psicologicamente.

Não é porque algo não faz parte do meu mundo, que deixou de existir.

Nessas últimas semanas tem surgido em minha frente textos sobre o assunto (via e-mail, facebook, etc), pessoas falando do assunto, mulheres se queixando comigo seus problemas do dia a dia e por aí vai.

Estou tirando uma lição importante diante de tanta informação e a única conclusão que chego é que ainda não somos vistas com igualdade por boa parte dos homens (e porque não dizer também mulheres?).

A ideia de que o homem é superior paira a cabeça de mulheres que cresceram achando que isso é uma verdade incontestável. Certa vez uma senhora me disse que quando o homem fala a mulher deve se calar. Diante da absurda afirmação, fiquei muda, pois isso sequer passou pela minha cabeça um dia. Na verdade nem pensei que fosse possível ouvir isso de uma mulher.

Deixo vocês com um texto fantástico, do Blogueiras Feministas!
Se não conhece, vale a pena clicar e saber mais!

Tem alguma coisa de maldoso no discurso das pessoas que pregam contra o feminismo. Tem sim. Pois elas simplesmente NÃO SABEM DO QUE ESTÃO FALANDO. Entretanto, se você falar isso para elas, elas ficarão profundamente ofendidas. Claro que sabem. Elas sabem tudo contra o qual as feministas lutam: lutam contra a família, a favor do infanticídio (odiamos crianças), a favor da promiscuidade, mas a verdade é que a solução final para nós é o extermínio de todos os homens da face da terra.

Cena do Filme Igualdade de Sexos. Divulgação.

Deixa eu contar um segredo para vocês: o que nós, feministas, queremos é igualdade. Só.

Mas essa vontade louca obviamente ofende muita gente (aqueles que estão perdendo o poder, principalmente). Essa gente faz questão de não entender uma idéia tão simples e tão básica, tão auto-explicativa. E ficamos nessa luta diária, de tentar explicar que não, ainda não somos iguais, ainda não temos os mesmos direitos, ainda não recebemos os mesmos salários, ainda não somos tratadas como GENTE, ainda temos que andar acompanhadas por um homem para evitar sermos abordadas agressivamente na rua ou em baladas, ainda apanhamos diariamente, ainda somos estupradas, violentadas, agredidas, ainda somos culpadas pelo nosso próprio estupro, ainda deixamos de receber promoções por causa do risco constante de estarmos grávidas, ainda temos nossa capacidade intelectual posta em questão se formos bonitas (ou muitas vezes independente da beleza), ainda somos taxadas de histéricas toda vez que defendemos alguma coisa com mais assertividade e ainda culpam a nossa TPM por qualquer reação agressiva que tenhamos a qualquer coisa.

Qualquer pessoa que tenha a coragem de dizer que nossa luta não é válida ou está ultrapassada certamente não mora no mesmo planeta que eu.

Aí eu posso pegar exatamente a mesma lista acima e dizer o que nós, feministas, realmente queremos (e que ainda não temos!): queremos ser iguais, ter os mesmos direitos, receber os mesmos salários, ser tratadas como gente, poder andar desacompanhadas sem sermos abordadas agressivamente, queremos não apanhar, não ser estupradas, violentadas, agredidas, queremos receber promoções pela nossa competência, queremos que nossa capacidade intelectual seja valorizada, ser donas de nossos próprios corpos, queremos defender nossas idéias sem sermos acusadas de sermos histéricas. É só isso.

Mas para que isso aconteça, alguém terá que ceder um pouco o seu espaço, e é aí que o calo aperta. E é aí que a revolta surge. E é aí que começam as reações inflamadas, os boatos e difamações. Quantas vezes ouvi que o feminismo é o machismo ao contrário? NÃO É! Nenhuma feminista tem a intenção de dominar o sexo masculino e fazer dele nosso escravo (como aliás eles fazem conosco desde sempre). Converse com qualquer uma e comprove. Só quem diz isso é quem não conhece o movimento. E provavelmente é alguém que por algum motivo está com o poder em mãos: tem uma esposa submissa, trata as mulheres como lixo, tira todas as vantagens possíveis dessa situação desigual. E obviamente, não quer que a situação mude.

Escrito por Georgia



terça-feira, 26 de abril de 2011

Diagrama menstrual

Estava na cozinha, preparando fermento natural quando me veio o pensamento sobre o diagrama menstrual e sua importância.

Não sou a favor de anticoncepcionais. Tendo conhecimento dos meus ciclos (e suas variações), observando, anotando, aprendi que é possível engravidar (ou não) quando quiser.
Não vejo o anticoncepcional como a revolução na vida da mulher. É possível ter domínio sobre o próprio corpo através da auto-observação e o diagrama é uma ferramenta importante nesse processo.

Desde que minha bebê nasceu fiz o diagrama durante três meses e parei, mas não aconselho isso a nenhuma mulher!

Reconheço meus ciclos fisicamente, mesmo assim voltei a fazer o diagrama, pois ele é um documento que pode ser visto e revisto quando precisar.

Outro dia uma mulher me disse que seu marido a culpava por ter engravidado do segundo filho.
Achei um absurdo, já que hoje sabemos que a "semente" provém do homem e não da mulher.

Ela disse que estava decidida a fazer o diagrama.

Para fazer o seu diagrama, nessa página do site da Miranda Gray tem os modelos, além de muitas informações sobre os ciclos e sexualidade feminina. Eu não gosto muito, pois eles giram no sentido anti-horário, então eu fiz um em sentido horário (depois posto a imagem para quem se interessar).

Sem dúvida essa é a melhor opção para quem gosta de métodos naturais, mas é preciso que o marido reconheça esse método e o leve a sério. É fácil o homem ter relação com sua esposa e depois dizer que "foi ela quem provocou" ou "engravidou porque quis"...

Isso me soa machismo ao extremo!

Sinceramente, se ela fosse uma amiga mais próxima teria dito para largar o marido, mas o que eu poderia dizer? Apenas aconselhar e orientar, de acordo com minha experiência e não meter minha colher entre marido e mulher.

Além do diagrama existe uma coisa que toda mulher deveria usar: ducha vaginal.

De acordo com o professor Hermógenes, utilizando uma solução de água e vinagre é possível evitar a gravidez. Eu disse POSSÍVEL. Então é sempre bom ter cautela.

Outra utilização, que super aconselho, é para infecções vaginais.

O vinagre é um poderoso anti-bactericida!

Lembrando da importância do médico em casos como esse, não vejo problema em aliar medicina alopática (quando necessária) à medicina natural.

E bons momentos de amor!

Segunda Vermelha

Celebre o Ser mulher!!!


Para mais informações, acesse o site "Campanha Segunda Vermelha".

quinta-feira, 14 de abril de 2011

FELIZ VAISAKHI A TODOS !!!

Uma data muito importante dentro do Sikhismo.
Pra quem não sabe, meu marido é sikh e eu sou uma admiradora dos ensinamentos valiosos de Guru Nanak. O Sikhismo é uma religião que surgiu na região do Punjab, norte da Índia.
Guru Nanak pregava a igualdade entre homens e mulheres, a não prática de rituais cegos e fanatismo.
Na época de Guru Nanak, havia disputa entre hindus e mulçumanos. Nanak era contra essa briga, pregando o respeito entre todos.

Uma de suas frase conhecidas é "não existe hindu nem mulçumano", colocando que perante Deus (A Criação) não importa se você pertence a esta ou àquela religião.

Guru Nanak era essencialmente bakta, cantando poemas inspirados no Divino, ao lado de Mardana, um sufi andarilho...

O Sikhismo teve um segmento de gurus, chegando a um total de dez. Após muitas guerras, entre sikhs e mulçumanos, Guru Gobind Singh, o décimo guru, deciciu passar o gurunato ao livro sagrado "Sri Guru Grant Sahib", eternizando, dessa forma, o conhecimento.

No livro sagrado existem diversos poemas, inclusive poemas sufis!

Significado da linhagem dos Gurus Sikh

Guru Nanak - Humildade
Guru Angad - Obediência
Das Amar Guru - Igualdade
Guru Ram Das - Serviço a humanidade
Guru Arjan - auto-sacrifício
Guru Hargobind - Justiça
Guru Har Rai - misericórdia
Guru Harkrishan - Pureza
Guru Tegh Bahadur - Tranquilidade
Guru Gobind Singh - Coragem Real

Guru Granth Sahib Ji - Ensinamento

Wahe Guru Ji Ka Khalsa, Wahe Guru Ji Ki Fateh!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Casa, hospital, em casa novamente

Ontem foi um dia estranho.
Acordei muito mau humorada, sentindo um incômodo que não sei de onde vinha.
Após o café da manhã, fui pentear os cabelos do Suraj.
Senti uma dor insuportável e me agachei.

Ele perguntou se eu estava bem e eu nem consegui responder.
Fui para o quarto, deitei de bruços, com um travesseiro em baixo.

Pensei: cólica menstrual.

A dor foi aumentando rapidamente e comecei a chorar, feito uma criança.
Meu marido veio me ver e fez massagem, mas não adiantava.

Me deu dipirona e continuei a sentir aquela dor horrível.

Ele perguntava qual a intensidade da dor e eu só conseguia dizer:
"_É um parto, um parto!"

Era pior que isso, muito pior, porque ela não cessava, não dava nenhuma pausa, como no parto acontece.

Ele perguntou se queria ir para o hospital.
Sim, eu queria muito ir, pois não aguentava mais!

Chegando lá, me colocaram no soro, com buscopan e plasil.
Além da dor, me sentia enjoada, por causa da dor.

Sabe aquela dor que não pára e chega num ponto tão alto que dá enjoo, mas eu sei que não iria vomitar.

O problema não era esse.

O médico achava que poderia ser pedra nos rins.
Minha mãe, "louca", ligava perguntando se eu iria operar.
Do que afinal de contas? Nem o médico sabia o que eu tinha.

A dor demorou para passar, mesmo com buscopan na veia.

Ficou ali, dolorida... não cessava, mas tornou-se suportável.

Pensei na minha bebê, que havia ficado com minha sogra.
Meu peito inchava por causa do leite e eu já nem conseguia mais chorar.

Estava na sala de medicação, onde haviam outros pacientes.

Meu marido não podia me acompanhar por eu ser jovem, então pedi para que ele viesse para casa e não deixasse que minha sogra desse leite de vaca pra nossa filha.

Com a dor sob controle, pude observar aquele lugar.

As enfermeiras fofocando sobre a novela, celebridades e BBB's da vida, enquanto uma senhora, que também estava no soro, reclamava do incomodo de estar sentada numa poltrona (aparentemente confortável). Em outro hospital, ela estava deitada e era o que pedia a situação, aos meus olhos.

Eu disse para a senhora que a poltrona era reclinável. Bastou ela desencostar a poltrona da parede para que ela se transformasse numa cama!

Então veio um homem. Sentou-se e a enfermeira precisava colocar soro nele.
Ela, ao invés de colocar na mão, tentou no ante braço! O sangue dele enguichou.
Ela parece ter ficado nervosa e deixou a agulha escapar.
Lá foi a enfermeira, novamente, furar o rapaz, mas agora na mão. Ele pediu para que fosse no outro braço...

Então uma outra senhora chegou com falta de ar.
Sentou numa cadeira (as poltronas estavam ocupadas) e a enfermeira deu uma máscara com medicamento para ela segurar.
A mangueira do inalador começou a sair e a senhora reclamou com a enfermeira, que respondeu muito mau, dizendo que ela devia encaixar a mangueira e, se soltasse, deveria ficar segurando a mangueira, o medicamento era para ela, e ainda disse que não faria nada a respeito.

Olhei atônita, sem acreditar nas palavras daquela "profissional de saúde".

Uma mulher chegou, com fortes dores.
Sentou-se numa poltrona.

Nesse momento muitos dos pacientes haviam ido embora enquanto eu continuava ali.

A enfermeira disse para que ela sentasse na cadeira (mais desconfortável ainda) por causa do suporte do soro. Ao meu lado havia uma poltrona vaga, com suporte.
A paciente reclamou, dizendo que sentaria ali e a enfermeira disse que não.
Não e um ponto final.
Ou era aquilo ou era continuar a sentir dor.

Não custava nada mesmo ter colocado a mulher na poltrona, mas a enfermeira, arrastando sua sandália, andava feito um zumbi. Uma preguiça estampada no rosto. Não era cansaço ou era?
Deve ser mesmo cansativo ler revista de fofoca e comentar sobre elas...

Fiquei no local cerca de 7 horas, tomando soro e isso foi tudo que vi a enfermeira fazer.
Levantar, colocar soro ou máscara de oxigênio, sentar e "ler".
Em um único momento ela saiu.
Foi comprar pastel e coca-cola.
Em menos de dez minutos já estava na sala.

No final das contas, meus exames estavam normais!
Eu, ainda dolorida, comemorava por não estar doente, mas sentia muito, muito mesmo, por aqueles que continuariam ali.

Pensava na dor que havia sentido e me sentia pequenina perto dos que realmente não estavam bem.

Se eu pudesse abraçaria o Mundo, cuidaria dos pacientes!
Não digo de suas doenças, mas de seu desconforto.
Gestos tão simples poderiam mudar um hospital.
Ao invés de curar doenças, promoveria a saúde!

Hoje desejo que todos os profissionais de saúde tornem-se novamente HUMANOS.

sábado, 12 de março de 2011

O beijo da fada

Quando a inspiração vem do "povo pequeno", que vive nas florestas, entre arbustos, a nos espreitar.


quinta-feira, 10 de março de 2011

Deusa árvore - caixa em mdf

"Árvore da Vida"
ou
"Deusa Árvore"

Os conceitos se misturam,
árvore, deusa, vida...

O que seria da árvore sem a vida?
O que seria da vida sem a Divindade?

A Deusa gera, em teu ventre,
a lua e o triskle,
fazendo com que o tempo
nunca deixe de ser...

A árvore faz uma reverência,
a Deusa se põe a observar e meditar...

A árvore abre o portal,
para que homens, mulheres, criaturas,
deuses e fadas,
possam passar!

Quem é a Deusa?

Quem é a árvore?

Só o tempo dirá...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Chá de hibisco


Fui ao mercado e comprei meio kilo de hibisco.
Sim, eu amo esse chá!

Sua cor avermelhada e sabor ácido o tornam único.

Gosto dele puro, nada de adoçar!

Troquei o café da manhã, por cevada e agora, nesse calor, em pleno verão, esse chá faz o maior sucesso. Geladinho, durante o dia, é um ótimo refresco.

Seus benefícios são inúmeros, entre eles, alivia a TPM!!!

Se você conhece, sabe do que estou falando, agora, se você não conhece, acesse o blog da querida Dani Salles e aprenda mais sobre o hibisco.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Deuses

As senhoras do destino não param de tecer, de fiar, de cortar...

Ultimamente tem aparecido nos meus sonhos, no dia-a-dia, nos livros, nas palavras que saltam aos meus olhos "do nada", sem que precise procurar, buscar isso.

Deuses com os quais não estou familiarizada têm surgido de repente, sem avisar.
Eu os recebo, abro minha casa e meu coração para Eles.

Alguns pedem algo, me alertam para o que preciso enxergar. Outros só pedem espaço para entrar e sentar.

Por vezes me sinto surpresa, não estou acostumada com esse vai e vem de egregoras que não fazem parte do que venho praticando até então.

É hora de enxergar além do que venho praticando, é hora de permitir que as coisas aconteçam!

Com toda essa mudança, estou feliz por saber que sou aceita do jeito que sou e por ser escolhida por Eles, para também fazer parte de algo (que ainda não sei bem o que é, mas será enquanto for necessário).

Aos que vierem, sejam bem vindos, aos que ficarem, sejam acolhidos, aos que forem embora, deixo meus sinceros agradecimentos!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Rituais e costumes: quais as tradições você não abre mão?







Sejam de cunho religioso ou fruto de hábitos ancestrais, quais os ritos importantes para você, daqueles que você não esquece e ainda faz questão de perpetuar em seu ciclo de vida?

Fazer parte de um clã é um dos pontos chave da minha prática.
Quase tudo que realizo é voltado para meu clã, que é a família que formei.
Minha espiritualidade tem essa base, mesmo antes de formar essa família.

A família na qual eu nasci tinha também seus costumes, que foram se perdendo com o falecimento de alguns entes queridos.

O natal não era mais o mesmo, sempre com aquela melancolia, repleto de lembranças...muito triste.

Quando conheci o paganismo, com 13 anos, pensei: "_Era isso que faltava pra mim!"
Comecei a enxergar os festivais cristãos como algo simbólico, a morte de outra forma, etc, mas meus familiares não.
Não conseguiam encontrar felicidade.

Entendo que ver alguém que se ama partir é triste, mas e as pessoas que continuam na longa jornada da vida?
Estamos vivos e vamos celebrar, por que não?

Depois de muitos esforços, meu e do meu irmão, para mudar essa tristeza toda e dizer as pessoas que elas precisavam aceitar o fato de que não tem como voltar no tempo e trazer os mortos à vida eu decidi:

"_Assim que tiver minha família, as coisas serão diferentes."

O tempo passou...

Me casei, num rito pagão, tendo como testemunha os Deuses.

Nasceu meu primeiro filho.
Nessa época, eu frequentava o Templo Hare Krisna e aprendi muita coisa.

Primeiro rito de passagem:

Quando meu filho completou 3 meses, meu marido raspou a cabeça dele.
Os Vaishinavas acreditam que é para "tirar" o karma, "limpando" a cabeça do bebê.
O fato é que os cabelos dos bebês caem, por causa da posição em que ficam (deitados).
Se você puder reparar, os cabelos de um bebê é frágil, fininho...
Eu vejo esse ato como início de uma nova fase.
Então juntei tudo isso: Karma, estética e iniciação (confesso que o segundo pesou mais).
Hoje vejo o resultado: meus filhos têm cabelos lindos!
(Queria ter a coragem de raspar os meus...kkk)

Depois de raspado a cabecinha, acendi uma vela, um incenso, etc, num altar improvisado, em cima da mesa.
Eu e meu marido pedimos muitas bênçãos para ele, foi lindo!

Um ano e meio depois refiz esse rito com meu segundo filho.
Agora, depois de seis anos, nasceu minha filha e foi fantástico, porque os irmãos participaram.

Segundo rito de passagem:

Apresentar meu filho à natureza!
Levei meu pequeno a um rio e lá ele foi apresentado aos elementos, à natureza, aos Deuses (sem nomes), por mim e pelo pai.
Fiz dessa forma, neutra, porque é algo que não posso impor ao meu filho. Ele um dia irá definir sua crença, até porque meu marido pertence a outra religião, que eu respeito muito e vice-versa.

Mergulhamos nas águas, esse foi seu batismo.

O mesmo aconteceu com meu segundo filho. Já com minha terceira filha, foi em ordem inversa: primeiro a apresentamos à natureza e só depois raspamos a cabeça.
"A ordem dos fatores não altera o produto", fato.
Terceiro rito de passagem:

A Cerimônia dos Grãos foi quando meu filho comeu pela primeira vez grãos


À medida em que meus filhos crescem, eu e meu marido vemos quais são as necessidades de afirmação e já penso que o próximo rito de passagem será o dos sete anos, deixando de ser "criancinha". Ainda não sei bem como será, mas é assim que vamos construindo aquilo que importa dentro da família.

Outros costumes que não abro mão:

A passagem da Befana foi incorporada ao calendário familiar, é divertido!
Ritos religiosos do meu marido e as estações fazem parte também desse calendário, além de algumas festividades indianas.

Dessa forma criamos laços, criamos momentos que só pertencem a essa família e que, um dia, meus filhos poderão passar aos seus, sabendo que pertencem a um clã, reafirmando isso a cada cerimônia.

Vale lembrar que mais ninguém participa dos ritos de passagem, nem os avós, pois não compreendem a profundidade de gestos não-comuns, porém simplista.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Menino de cabelos compridos

É um fato: nossa sociedade não aceita e pior, não respeita, o diferente.
Sempre achei lindo menino com cabelo grande e ainda acho.
Outro dia estávamos fazendo compras, eu, meu marido
e meus filhos.
Sentei para amamentar a Sundari e o Suraj sentou-se do meu lado, enquanto Dhayaram brincava perto do banco.
Uma senhora também se sentou e disse: _Que lindas são as suas filhas!
E eu respondi: _São dois meninos... de menina é só ela. (Sundari usa brincos, então nem tem como duvidar)
Ela, espantada, disse ao Suraj: _Você é um menino? Sabe com quem você parece com seu cabelo grande assim?
Ele, muito sem graça, respondeu:_Com menina...
E eu, entrei na conversa e disse ao Suraj:_Mas você é lindo de qualquer jeito!
Ele riu e foi brincar com o irmão.
A senhora ficou super sem graça e disse que ele era lindo m
esmo.
Eu, muito grossa, disse:_EU sei disso.
A senhora levantou-se e saiu de perto.

Sim, fui grossa, mas ver meu filho ficar sem graça por um comentário malicioso é muito pior.
Só alguém tão limitado pode olhar para eles e dizer que são meninas...

Certa vez ouvi uma pérola, quando esclareci o fato de eles seres Eles e não elas.
A mulher disse: _Ah, mas é que eles são tão lindos que pare
cem meninas!

Então menino não pode ser bonito?


Procurando por respostas

Religião não é a base da minha espiritualidade, nunca foi e é bem provável que nunca seja (não estou procurando nenhuma e nem pretendo).

Celebrar, honrar, adorar os Deuses não são uma forma de apaziguar um temor meu, nem de buscar respostas, o que faz de mim (e de minhas crenças) uma incógnita para muitas pessoas com quem convivo.

E pessoas que acreditam nisso tem aparecido em minha vida com muita freqüência e não entendem e acho que nem querem entender...

Me perguntam sobre o que existe além da morte, por que existe sofrimento no mundo, por que existe o mau aos que praticam o bem (?), por que existe fome, se Deus é quem "comanda" tudo?

Eu sou a favor do "acredite no que você quiser"!

Se isso te faz bem, mesmo que pareça absurdo, apoteótico, vazio, elaborado, fantasioso, continue acreditando!

E deixe que das minhas crenças cuido eu.