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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ervas de proteção e estudo sobre manjericão


Elas são muitas, mas cada erva tem uma forma muito particular de proteção.


Para utilizar alguma erva, primerio tem que saber qual é o tipo de proteção que deseja.

Estava sentindo necessidade de fortalecimento no campo espiritual, sem a necessidade de limpeza, que são coisas bem diferentes!

Meus devaneios sobre ervas:


A acácia é proteção, mas contra pesadelos, auxiliando no sono tranquilo, assim como o anis; pimenta protege contra mau olhado e uma receita de bruxaria indiana consiste em colocar numa corda 3 pimentas vermelhas, 1 limão e mais 3 pimentas, pendurar na janela e/ou na porta de entrada da casa (aqui em casa sempre faço); alho é proteção para a casa e também é limpeza, tanto física quanto espiritual, assim como o sal grosso (que não é erva, mas é ingrediente muito forte e eficaz); quanto à angélica, ela protege contra influências negativas (ideal para ser usado como talismã por bruxas e pessoas que lidem com magia!) enquanto que os druidas utilizavam o visco; a cebola protege e cura males físicos e por isso aqui em casa não falta, assim como o gengibre e o hortelã; louro e mirra é proteção e purificação; mandrágora protege o lar; sândalo purifica, protege e, ainda por cima, cura!


Depois de tanto pensar em que erva iria usar, numa conversa com a Dani Salles, a Bruxa Verde, veio a inspiração: manjericão!!!


Nem havia me passado pela cabeça... e aproveito para agradecer à Dani pela dica valiosa!


Comentei com meu marido, que foi ao mercado e se lembrou da conversa sobre a erva e comprou um molho bem generoso de manjericão!


Fiz banhos, pensurei galhos na janela e cozinhando muito: cozinhando com INTENÇÃO, que faz toda a diferença na cozinha.


O manjericão é muito usado nos templos indianos, sob o nome de tulasi, um dos vários tipos dessa erva.


Sua origem se deu na Índia (berço de muitas outras especiarias), sendo considerada sagrada.


Ela é consagrada ao Deus Krisna e Vishnu, onde é comum plantar em volta dos templos e tê-la em vasos, dentro e no altar.


Além dos Deuses, ela é consagrada à Deusa Tulasi (que provavelmente foi reduzida à planta, sendo seu culto quase exterminado, salvo no sul do país).


Existem muitas versões de seu mito, mas um que é amplamente conhecido é o seguinte:


Tulasi era uma mulher e foi seduzida por Vishnu, porém ela era casada.


Ela ficou tão desorientada que resolveu se matar!


Vishnu, naquele instante, a declarou como protetora das mulheres viúvas e sendo adorada pelas mulheres por sua fidelidade.


Assim, a planta tulasi tornou-se um símbolo de amor, purificação e proteção.


Numa pesquisa pela net, descobri que na Itália o manjericão era um sinal para o amor: a mulher colocava uns galhos da erva em cima de alguma mesa ( bem visível ) para dizer ao marido que o estava esperando ou quando queria arranjar um pretendente.


O manjericão doce era chamado "beije-me Nicholas" ou "bacia-nicola", usado para atrair maridos às esposas.


No folclore siciliano, o manjericão está associado ao amor e à morte.


Na Inglaterra, era usado para proteger contra maus espíritos e insetos.


O simbolismo do amor do manjericão não limitou-se à India.


Foi considerado um afrodisíaco, associado à "Deusa pagã do amor", Erzulie ( ou Erzulie Freda é um loa [Deus/Deusa] Haitiana, do panteão vudu. É a parte feminina de Papa Legba.)


O manjericão tem uma história antiga.


Provavelmente foi levado até a Europa por Alexandre, O Grande.


Cresceu em jardins medievais e é mencionado em herbários clássicos, incluindo os de Culpeper, Parkinson e Dioscorides.


O folclore do manjericão é tão complexo quanto seu sabor e aroma.


Em seus mitos incluem-se associações aos opostos: amor e ódio, perigo e proteção, vida e morte, de acordo com o povo de diversas tradições por onde foi disseminado seu uso e cultivo.

Fica a dica:


Banhos de manjericão para toda a família!

Certa vez, li num livro que falava sobre arte, que a luz é ilusória e a base de uma pintura é, na verdade, a sombra.

Isso se tornou um fato, depois que cursei alguns meses de aula de pintura.

Ontem, ao acaso, passeando com meu marido, pelas ruas escuras do bairro, recordei dessa passagem, mais precisamente do significado que havia se fixado em meus pensamentos.

Luz, sombra, luz sombra...

Caminhar sob a luz do luar ou em "dias sem lua" não é novidade, mas sempre é revelado algo novo, que estava encoberto pela luz!

Detalhes tornam-se visíveis, formas reveladas...

Ao contrário do que a maioria acredita (ou vê), por enxergar as coisas por esse ângulo, vejo a "verdade" do Mundo sem o ofuscamento causado pelo brilho do sol; aprecio a escuridão.

Não é nenhuma averssão ao Astro Rei; é uma forma muito particular de encarar o que é visto como "oculto" e que se mostra em suas verdadeiras texturas e o que é "revelado" como um vislumbre do que é real.

É mais gostoso sentir o cheiro do vento, ouvir o barulho do carro que se aproxima ou do vôo do morcego em busca de alimento, ouvir o silêncio e não sentir solidão.

É simples.

Seja rua, praça ou mato, caminhadas noturnas fazem bem ao meu coração.

Está escurecendo!

Colocarei meu vestido e sairei para a rua, ver a lua e os pirilampos, brindar mais uma noite sem ilusão!

Dez anos se passaram

e eu me pergunto:
_Sou tão velha assim?

E, convicta da resposta, minha mente responde sem vacilar:
_Não! Apenas comecei cedo demais...

Troquei as ensolaradas aulas de educação física pelas frias, mórbidas e solitárias bibliotecas.

Depois, percebi que nenhuma lagarta habita, eternamente, num casulo.

Voei!

Descobri que os lugares ensolarados poderiam ser tão interessantes quanto as páginas de um livro, principalmente se, ao invés de ficar jogado, no banco de uma praça, vc pudesse enxergar com um "olhar apurado", ver as coisas como realmente são, sem julgar:

nem certo, nem errado, as coisas simplismente são!

Percebi, numa tarde de verão, que aprendi, até hoje, a metade da metade do que gostaria de ter aprendido e sei a metade do que penso que aprendi.

Não tenho certeza do quanto ainda preciso saber, mas uma coisa é certa:

TUDO QUE VI, VIVI, APRENDI E, HOJE (ACHO QUE) SEI, FOI INTENSO.

Desde as páginas que devorava, até ler o antigo "aprenda tudo e agora jogue fora todo o conhecimento!", lançando ao ar todas as folhas, que arrancava, sem saber porque nem como, ia me desfazendo e vivendo fases de completo abandono edo caminho espiritual, mesmo durante os rituais elaborados ou mesmo numa conversa fiada com amigos, falando besteiras e filosofando.

Vivi tudo isso tão intensamente que não trocaria a chave do conhecimento universal por qualquer uma dessas vivências.

Guardo as lembranças como um toque suave em minha face, um sopro no ar, algo que veio, ficou e se foi.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Caixa "A Sacerdotisa" - feita em mdf


Ervas, aromas, floresta, encanto.
O que inspira a bela Sacerdotisa?
Tanto amor quanto dor...
Seu desejo, sua devoção.
Ela, dedicada aos seus Deuses e à natureza,
não espera reconhecimento:
o soprar do vento ou uma folha que cai já é um sinal.
Ela sorri, como uma criança,
e baila entre as flores,
sem medo, sem pudor...

Cozinha, bruxaria hereditária e minha família


Me descobri bruxa de cozinha quando tinha uns 17 anos e desde então a bruxaria e os rituais elaboradíssimos perderam o sabor, não no sentido de não mais terem valia, mas a conotação que eu dava ( e a maioria dos que conheço que ainda dão), qd era adolescente.

Porque hoje vejo a bruxaria e o paganismo tão distante (embora não veja problema algum em ambos serem "trabalhados" ao mesmo tempo) quanto o céu da terra.

Bruxaria está por toda parte, por todas as culturas e povos...

Porque enxerguei a bruxa que era minha avó, com suas ervas e chás para dor de barriga e sua comida que a todos encantava, assim como no interior de Minas, na cidadezinha de onde vieram meus familiares maternos e de como por lá existem benzedeiras e raizeros: curam com plantas e rezas, conquistam pelo café e o simples biscoitinho de queijo.

Parece que esse mundo "caipira" se tornou mais encantado que antes e parece que ninguém enxerga isso; me sinto uma caipira pós-moderna (como diz sempre a Márcia Frazão), que ama morar num sítio e pode colocar o pé no chão.

Tenho um desejo enorme de ter uma cozinha caipira com fogão a lenha e poder conversar na madrugada, tendo o fogo como companheiro, que esquenta a água para o chimarrão.

Tenho pensado tanto no meu tio zizinho, que é raizero: faz garrafada, tintura, chá.

Os filhos não dão a mínima pra ele e eu, desde pequenina, corria atrás dele, só pra aprender mais e mais. Ele é espírita kardecista e isso contribui para que trabalhe como voluntário, curando as pessoas, assim como me curou qd eu tive otite.

Eu sempre achei o máximo ter essas duas pessoas tão próximas de mim!

E minha mãe, que manda os espíritos irem embora, fala "rasgado" com eles e tem um olhar fulminante; minha tia marlene é a espiritualista da casa e sempre me incentivou (ela joga tarot comigo e sempre que estou em sua casa, os papos variam tanto, mas sempre caem na bruxaria rs), entre tantas outras histórias minhas, da minha família que é única e intransferível, que faz ser quem eu sou...

Hoje minha mãezinha (era como eu me referia à minha avó) está com as estrelas e lembro tanto de suas histórias, que serão recontadas aos netos.

Ela era tão bruxa que sabia que nunca conheceria meus filhos (Dhayaram nasceu um ano após sua "passagem"), assim como sabia que estava para partir, uma semana antes e avisando a mim, ao meu marido e à minha tia marlene.

Ela sabia e por isso deixou tudo pronto para quando chegasse o momento.

E foi, como um passarinho...bateu suas asas e, durante o vôo, lembrou-se de sua filha-neta e me visitou se despedindo e deixando conselhos.

Eu a amo e continuarei a amar para sempre, ela me ensinou a adorar a Deusa, através de suas santas e sua forma de enxergar a vida.

Suas histórias sobre a festa que faziam na colheita do café e das cantorias em volta da fogueira em noite de lua cheia ( na lua nova, ninguém saía de casa, por causa da escuridão), de como a minha tataravó tratava os escravos: mesmo antes da abolição da escravatura, ela abriu mão de ter escravos e os tinha como empregados, com salário e tudo (inovador pra época e eu adorava falar isso nas aulas de história, sentia muito orgulho dessa atitude!).

Por vezes, quando estou na cozinha, sinto seu cheiro, escuto sua voz e isso me faz enxergar a verdadeira tradição que devo dar continuidade e isso é familiar; penso nos infinitos debates virtuais sobre bruxaria hereditária e etc's, que me cansa.

Dizem que isso não existe.

Será que ninguém percebe que em toda família, pagã ou não, existe uma tradição e que esta deixa de ser tradição quando não é passada para a geração seguinte?

Será que é tão difícil entender que bruxaria não é uma religião organizada e estruturada?

Que o não ter um método também faz parte da bruxaria?

Alô? Será que tem alguém me escutando?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009


VENUS OF WILLENDORF

A imagem antiga mais famosa de uma mulher é conhecida como “Vênus de Willendorf”, encontrada, pelo arqueólogo Josef Szombathy em 1908, num sítio arqueológico, próximo ao rio Danúbio, na cidade de Willendorf, Áustria.
A estatueta, que mede aproximadamente 11 centímetros de comprimento, está agora no Museu de Naturhistorisches de Viena.
Um estudo publicado em 1990 indica a época em que a Vênus de Willendorf foi esculpida:
em torno de 24.000-22.000 anos aC.
Sua aparencia revela ser a de uma mulher adulta e sua forma ressaltada da feminilidade fez com que ela se tornasse um ícone da arte pré-histórica.
Sendo uma escultura feminina, que se apresenta nua, demonstra o período matrifocal, ao contrário do patriarcado.
Como representação mais antiga da mulher, a estatueta tornou-se, no meio acadêmico, a "primeira mulher", adquirindo uma identidade que levou os pesquisadores a identificá-la também como Eva, dentro de um ponto de vista patriarcal, percebendo as nuances fascinantes do corpo feminino.
O Marquês Paul de Vibraye ironizou a peça, chamando-a de “Venus imodesta”, ao contrário da "Vênus modesta", estátua da Vênus Clássica, que mostra a Deusa tentando esconder os seus seios e seu órgão sexual.
Dois exemplos famosos deste tipo são a Capitoline Vênus (no Museo Capitolino em Roma) e a Medici Vênus (no degli de Galleria Uffizi em Florença).
No 15º século, com o Renascimento italiano, o pintor Sandro Botticelli reavivou este mesmo estilo, pintando "O Nascimento de Vênus", dando início a um resgate da imagem daVênus Clássica.
A conclusão que o Marquês fez é que esta Vênus pré-histórica não faz nenhuma tentativa para esconder a sua sexualidade.
Ela também exibe, de modos que são imediatamente atraentes (para a maioria das mulheres, talvez) e ameaçando (para a maioria dos homens), um ego físico e sexual, que parece desenfreado, por tabus culturais e convenções sociais.
Ela é uma imagem de feminilidade "natural", de poder feminino desinibido, diferente do conceito que temos de "civilização", como na figura da Vênus Clássica, que buscou reduzir e trazer sob controle essa feminilidade.

MÃE TERRA - A DEUSA MÃE
O conceito de uma Mãe Terra, Deusa Mãe ou Grande Deusa, deriva principalmente dos gregos.
O poeta Hesíodo deu o nome à Terra de “Gaea”, "um assento firme de todas as coisas para a eternidade", quem, depois de emergir fora do Caos, produziu "Ouranus estrelado" (o céu), as montanhas, o mar, e, depois, com Ouranus, vários Titãs não-cosmológicos.
Os romanos a adoraram como Tellus, ou Terra Mater, a qual Varro (116-27 aC) chamou "A Grande Mãe."
Em 1861, em seu primeiro volume do livro Das Mutterrecht ['O Direito de Mãe'], o antropólogo suíço Johann Jacob Bachofen (1815-1887) afirma que o poder da tribo estava nas mãos das mulheres, associado-a com a adoração de uma deidade da terra: feminina e suprema.
Apesar da falta de evidência, além do aparecimento das estatuetas, das cosmogonias gregas antigas e a conexão espúria com muitas práticas tribais posteriores, numerosos estudantes sentiram-se livre para estender a idéia de uma Deusa Terra ou Deusa Mãe no passado pré-histórico e resgatar a teoria daquelas pessoas da antiguidade que acreditavam na Deusa como uma deidade universal.
A ênfase dada para a vulva da "Vênus" de Willendorf e a descoberta de cor ocre vermelho na estatueta, servindo como um aparente substituto de sangue, sugere que a estatueta tenha servido para algum propósito com relação a menstruação feminina.
Se a "Vênus" de Willendorf tiver sido adorada dentro da esfera feminina, (uma hipótese acadêmica, com grandes chances de serem a verdade, constatando as evidências citadas acima) aumenta, consideravelmente, a possibilidade de não ter sido esculpida por um homem, mas por uma mulher.



Texto traduzido livremente por Ariany Moreira (A Fiandeira)


(Esse texto tem sua divulgação livre, porém não se esqueça dos devidos créditos.)

sábado, 3 de maio de 2008

Tudo muda

E tudo muda o tempo todo.

A Fiandeira não seria diferente e agora mudou de vez.

Antes esse espaço divulgava o meu, o seu, o nosso trabalho artesanal, foi quando tudo mudou e passou a ser só o meu trabalho e do meu marido.

Agora não apenas o trabalho, mas um pedacinho de mim, afinal de contas eu sou mulher, mãe, bruxa e tenho muitas outras facetas, além de artesã.

A vida é uma espiral contínua e espero começar agora um tecer diferente, com mais carinho e atenção.

Bençãos Daquela que muda tudo o que toca...